← CAIO CASTILHO

Biografia

Dezesseis anos entre a obra, a fábrica e o caixa.

Não é uma trajetória de um setor só — e é exatamente por isso que ela funciona como prova. Quem já entrou em sete setores diferentes e fez o negócio funcionar em todos eles não é disperso: é quem sabe ler qualquer empresa.

Engenharia primeiro

Formei em Engenharia de Controle e Automação pela UNIP (2005–2009). É a base técnica de tudo o que vim a fazer depois: comando e instrumentação, retrofit de máquina antiga, integração de sensores e telemetria, melhoria de processo orientada a dado. Quem passa anos fazendo máquina repetir processo sem errar aprende a olhar qualquer negócio do mesmo jeito — onde está o gargalo, o que é variação e o que é defeito.

A construtora e o Villagio da Serra

Fundei a Construtora Traumer em 2011 e a toquei por doze anos, do contrato à entrega: obra residencial e comercial, equipe multidisciplinar, orçamento, cronograma e o risco todo no meu nome. O trabalho que melhor explica o que eu faço hoje foi uma permuta — o empreendimento Villagio da Serra. Um proprietário tinha terreno e não tinha como construir. Eu estruturei a operação: entrei com projeto, capital de obra e execução, construí 13 casas no terreno dele e fiquei com 9 imóveis como contrapartida. Não era um negócio existente esperando alguém executar — era um negócio que precisava ser desenhado antes de existir. Foi ali que ficou claro que a parte mais valiosa de um empreendimento acontece antes da primeira parede: quem estrutura, decide o modelo e faz a conta fechar.

Abrir uma empresa direito

Em 2022 montei a LOGOS Esquadrias & Vidros do zero, com sócios. Antes de comprar a primeira máquina foram dois meses só estudando o mercado, para decidir com dado o que a maioria decide no chute: porte da operação, público-alvo, localização, mix de produto, modelo econômico e modelo operacional. Depois vieram a instalação, o maquinário, a formação do time técnico e ferramentas próprias de venda e de gestão de projeto — para o orçamento parar de depender da memória de quem atendeu. É o caso que uso quando alguém pergunta como se abre uma empresa direito: a diferença entre abrir e abrir bem são aqueles dois meses de estudo.

Fábrica, dinheiro e as duas línguas do negócio

Fui gerente de fábrica na Olila Glass Vidros Especiais, respondendo pela operação inteira: planejamento e controle de produção, qualidade, logística, manutenção, orçamento e relacionamento com fornecedor e cliente. E fui CFO — na Kom.Cept Consulting e num selo de música independente, setor completamente diferente do meu, e é exatamente por isso que entra aqui: a lógica de arquitetura de negócio não muda quando o produto muda. É essa dupla vivência — quem executa e quem responde pelo caixa — que separa um estudo de viabilidade otimista de um que sobrevive ao primeiro trimestre.

Inglês, Califórnia e o design de produto

Falo inglês fluente e morei nos Estados Unidos, na Califórnia — o que hoje sustenta apoiar quem precisa abrir praça, achar fornecedor ou trazer tecnologia de fora do Brasil. E estou cursando Tecnologia em Design de Produto na Fatec, somando design à engenharia — não trocando uma coisa pela outra. É a ponte entre entregar um relatório e redesenhar como a empresa funciona.

A Engineering Guild

Hoje dirijo a Engineering Guild, minha própria operação: um portfólio de produtos digitais rodando com governança de engenharia de verdade — padrão de documentação, fluxo de trabalho disciplinado, versionamento, registro de decisões. É a maior prova de arquitetura que tenho: um sistema operacional de empresa inteiro, desenhado e documentado, sozinho. A arquitetura que eu vendo é a mesma que eu uso em casa. Um dos produtos que saíram dessa operação é o Pack Fábrica de Agentes, agentes de IA para pequenos negócios — e o caixa que a Guild gera financia, no longo prazo, pesquisa em energia.

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