A maioria decide abrir empresa pela vontade, não pelo estudo. O erro não aparece no dia 1. Aparece no mês 8, quando o caixa já era pra estar positivo e não está.
O que eu estudei antes de abrir a LOGOS
Antes de abrir a LOGOS Esquadrias & Vidros, passei dois meses só estudando — não procurando sócio, não fechando ponto. Estudando se valia abrir: porte do negócio que fazia sentido, público-alvo real (não o desejado), localização que o público de fato frequenta, e o modelo econômico e operacional inteiro no papel, antes da primeira compra de máquina.
Só depois de responder essas perguntas é que veio o resto: instalação, maquinário, contratação, ferramenta própria de venda, sistema de gestão de projeto. Nessa ordem. Nunca ao contrário.
A pergunta que decide tudo
Não é "eu quero abrir isso?". É: "se eu já soubesse tudo que vou saber no mês 6, ainda assim eu abriria?" Se a resposta não é clara, ainda não é hora de abrir. É hora de estudar mais.
Por que isso é estudo de viabilidade, não intuição
O que separa essa decisão de um "achismo" é o método: CAPEX e OPEX separados, cenário conservador (não só o otimista), e — quando o regime tributário muda a conta — modelagem de lucro real, não presumido. É o mesmo raciocínio que aplico em estudos de viabilidade para clientes.
Se você está nessa decisão agora, vale conversar antes de gastar o primeiro real — não depois.