Fui CFO antes de virar engenheiro de estratégia. Já vi plano bonito demais virar rombo no mês 8, mais de uma vez. O padrão se repete: a planilha calcula quanto vai vender, mas não calcula quanto custa manter a operação rodando enquanto a venda ainda não chegou no ritmo do plano.
O que um estudo de viabilidade de verdade tem
CAPEX e OPEX separados — não misturados numa única linha de "investimento". Cenário conservador tratado com o mesmo cuidado do otimista, não como rodapé. E, quando o regime tributário muda a conta, modelagem de lucro real, não lucro presumido — a diferença entre os dois regimes pode mudar a viabilidade inteira de alguns negócios.
Não é teoria — é método aplicado a casos reais
Já conduzi esse tipo de estudo para terreno de incorporação, para abertura de negócio do zero, e para reestruturação de operação que já rodava. Sempre a mesma pergunta por trás: essa conta fecha sozinha, sem depender de sorte?
O detalhe que a maioria pula
Se um estudo de viabilidade não separou o cenário conservador do otimista, ele não é conservador o suficiente — é otimismo com fórmula. E se ele não testou o que acontece se a venda atrasar seis meses, ele testou a hipótese errada.
Isso conecta direto com a pergunta de quando não abrir uma empresa: a viabilidade é o número que sustenta (ou não) a decisão.